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O que é polarização de grupo?

O que é polarização de grupo?

Polarização de grupo

O Polarização de grupo É um fenômeno que geralmente nos acompanha em muitos processos de grupo ao longo de nossas vidas, embora não estejamos plenamente conscientes disso.

Por que, quando encerramos uma discussão com pessoas que têm uma opinião ideologicamente próxima da nossa, geralmente obtemos uma atitude mais extrema?

Conteúdo

  • 1 Discurso de grupo e sua influência em nossas idéias
  • 2 O peso da influência do grupo
  • 3 Pensamento em grupo
  • 4 Como lidar com o pensamento em grupo

Discurso de grupo e sua influência em nossas idéias

Imagine que vamos a um grupo de discussão em que sabemos, com antecedência, que a questão do abuso de animais será abordada. Optamos por participar voluntariamente, pois nos sentimos identificados com os valores que serão expostos nesse espaço. Nunca nos mobilizamos para isso e sentimos que esse pode ser um bom momento e uma grande oportunidade.

Ao chegar à reunião, observamos uma agitação na porta das instalações, fato que instantaneamente reforça nossa posição inicial sobre o assunto e pode até nos orgulhar de ser um defensor dos direitos dos animais e de nos envolver com a causa. Quando isso acontece, sentimos que já estamos membros ativos e parte do grupo. Inconscientemente, identificaremos e procuraremos aspectos em comum com cada uma das pessoas ao nosso redor. Todo esse processo, simples e quase automático, aprimora a validação de nossas crenças e nos permite entrar no espaço de reuniões predisposto a participar do colóquio com grande convicção de nossos ideais. O melhor de tudo é que nem nos sentamos para discutir.

Uma vez dentro, tudo acontece como esperado. As pessoas expõem opiniões diferentes relacionadas ao assunto. Se analisarmos as intervenções dos participantes, podemos ver que existem muitos argumentos e idéias comuns em cada uma das apresentações.

No final da reunião, saímos felizes por ter participado e com a sensação de ser derrubado pela causa. Nos sentimos tão comprometidos que queremos abrir uma página no Facebook sobre a proteção dos direitos dos animais. Também pretendemos estabelecer uma associação sem fins lucrativos com mais dez pessoas, que conhecemos há menos de três horas e, se forçarmos um pouco, até propomos abrir um estande de camiseta com frases que aumentem a conscientização sobre o assunto e aloque o captação de recursos, para o financiamento de entidades locais dedicadas a esse assunto.

Saímos de casa com algumas idéias e Voltamos com eles, mas muito mais extremo e intenso. Tanto nosso discurso quanto nossas ações foram radicalizadas, mesmo que não estejamos cientes. O que aconteceu?

É uma questão de argumentos? ou talvez É o indivíduo que sofre pressão social porque quer fazer parte do grupo?

O peso da influência do grupo

Existem, classicamente, duas maneiras explicativas possíveis desse fenômeno:

1) Influência da informação

Quando discutimos em grupo, muitas idéias vêm à luz. As que são mencionadas mais vezes, logicamente, são as que todo o grupo tem em comum, o que gera um reforço importante delas. Somente em raras ocasiões aparecerão idéias contrárias à opinião do grupo. Quando isso acontece, qualquer membro exporá um contra-argumento à ameaça potencial exposta. Além disso, esse contra-argumento será aplaudido por seus pares e servirá como exemplo para uso em ocasiões futuras semelhantes.

Em resumo: aprendemos mais idéias favoráveis ​​ao tema que nos une e bons argumentos para nos defendermos de qualquer crítica.

2) Influência Regulatória

Esse processo é que a pessoa adota a resposta da maioria do grupo para se ajustar a ele, com o objetivo de obter aprovação ou evitar sua rejeição. Como conseqüência desse fenômeno, existe uma conformismo com as normas e com as expectativas aprovadas pelo contexto social. O motivo subjacente é a necessidade de ser aceito pelo grupo.

Pensamento em grupo

O poder da influência do grupo não termina aqui. Existe um conceito conhecido como pensamento de grupo (pensamento de grupo) que, segundo Janis, autor que propõe e define esse termo, consiste em "uma maneira de pensar que as pessoas adotam quando estão profundamente envolvidas em um grupo coeso, quando os esforços dos membros ignoram por unanimidade sua motivação para avaliar realisticamente cursos de ação alternativos".

Janis refere-se ao fato de que, se houver um grupo muito coeso, o O desejo dos membros de permanecer juntos, no espaço e no tempo, pode obscurecer a realidade e nos levar a tomar decisões arriscadas ou falhas.

Listamos os sintomas indicados pelo autor como identificando esse fenômeno:

  1. Ilusão de invulnerabilidade: acreditando que nada de ruim acontecerá se permanecerem juntos.
  2. Credibilidade inquestionável na moralidade inerente ao grupo.
  3. Racionalização coletiva das decisões do grupo: investimos mais tempo em justificar o que defendemos do que em buscar informações que o questionem.
  4. Estereótipo compartilhado do exogrupo: visão homogênea do oponente.
  5. Autocensura: são evitadas críticas e possíveis desacordos para preservar a harmonia.
  6. Ilusão de unanimidade: o acordo entre os membros é percebido de maneira total e uniforme.
  7. Pressão direta para aqueles que se opõem a se conformar.
  8. Membros que protegem o grupo de informações negativas.

Como lidar com o pensamento em grupo

Finalmente, discutimos algumas das alternativas que temos disponíveis para lidar com o pensamento em grupo de maneira eficiente:

  • Estimule abertamente as críticas dos membros do grupo.
  • Subdividir o grupo ocasionalmente para obter objetividade e depois recompor.
  • Fortalecer e incentivar a proposta de idéias alternativas.
  • Promova críticas e conselhos de especialistas externos ao grupo.
  • Promover uma atitude imparcial e ideologicamente independente de outros membros.